domingo, 21 de agosto de 2016

A volta da viagem

A VOLTA DA VIAGEM… AH, ESSE TÓPICO DA UM BAITA FRIO NA BARRIGA DE QUEM ESTÁ PLANEJANDO UMA LONGA VIAGEM PELO MUNDO. E pior, muitas vezes é justamente isso que vai impedir tantas pessoas de realizar esse sonho, pois elas simplesmente não conseguem viver com a incerteza do que será a volta. Mas nós vamos passar algumas dicas pra te ajudar e lidar com esse sentimento.
DICA #1: POR QUE VOCÊ DEVERIA RELAXAR
DICA #2: COMO SE PREPARAR FINANCEIRAMENTE
DICA #3: VOLTAR PODE SER LEGAL
Entendemos exatamente o que passa pela sua cabeça nesse momento e o medo que esse sentimento sobre a volta pode trazer. Afinal, somos seres humanos e queremos sempre tomar as decisões mais acertadas. Mas a verdade é que não existe tal controle sobre a vida. Não temos tudo sob controle, por mais que a gente “acredite” nisso. O que parece seguro e certo agora pode mudar da noite pro dia e o que parecia tão incerto e assustador pode trazer grandes surpresas para a sua vida.
É natural que você pense sobre isso mas não deixe esse sentimento te travar. Até porque nada está definido e até a sua aventura acabar muita coisa pode mudar. Você nunca vai ter todas as respostas, mesmo pra o futuro atual, que pra você pode parecer muito certo e seguro. Pense de ângulos diferentes:
  • Quem disse que você vai querer voltar?
  • Quem disse que você vai querer continuar fazendo o mesmo que fazia antes?
  • Quem disse que você vai querer as mesmas coisas que queria antes?
  • Quem disse que a viagem não vai te mostrar um novo caminho?
  • Quem disse que você não vai voltar mais seguro e ainda mais preparado para o mercado?
  • Quem disse que a sua carreira não pode ficar ainda melhor que antes?
  • Quem disse que você não vai descobrir uma nova forma de fazer o que você já gostava antes?
Viajar o mundo tem a incrível capacidade de abrir a mente, mostrar novos horizontes, novas formas de se fazer as coisas e ampliar a visão que você tinha dos caminhos a seguir em sua vida. É exatamente sobre isso que falamos no nosso MANIFESTO e por isso acreditamos que viver essa experiência só pode trazer boas coisas para a sua vida.
Pense assim, se tudo o que você conquistou até agora veio do seu próprio esforço e não por pura sorte, porque então você acredita que não conseguiria se virar na volta? Você realmente acredita que você vai cair na rua da amargura, passando fome e sem um teto pra dormir? Me poupe. Menos drama. Qualquer pessoa instruída, interessada e esforçada consegue se virar hoje em dia pra se sustentar. Sabe o que eu pensava no meu caso? “O máximo que vai acontecer é eu arrumar um emprego que me pague menos do que eu já ganhava.” Mas e daí? Depois eu conquisto meu lugar outra vez, afinal, eu sei que eu sou capaz.
O melhor que podemos dizer é: não pense tanto sobre a volta agora. Relaxe, aproveite, se abra para o mundo, viva 100% sua experiência, sugue toda a energia que ela vai te oferecer e o seu caminho na volta vai se moldar naturalmente. Se você se empenhar e focar no que quer de verdade, claro.
Pra você que tem tanto receio sobre a volta, entender como sair da sua zona de conforto é fundamental. Por isso, não deixe de ler esse post e ver o vídeo: Você ousa sonhar? Então se prepare para sair da sua zona de conforto.

Voltar pode ser legal

Acredite, voltar é bem menos assustador do que você imagina. Vamos escrever aqui diferentes posts sobre o tema da volta, não deixe de ler. Até aqui passamos quase todas as dicas que você precisa para viver esse sonho. Não espere mais, comece a planejar e sonho fica a cada dia mais empolgante.
Existe alguma dúvida que ainda não conseguimos responder? Então deixe um comentário lá embaixo da página e contribua para melhorarmos o conteúdo. Vamos esclarecer tudo. A sua dúvida pode ser a dúvida de outros viajantes. Colabore!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Como viajar o mundo sem falar inglês

 
O FATO DE VOCÊ NÃO FALAR INGLÊS JAMAIS DEVERIA TE IMPEDIR DE VIAJAR O MUNDO. É verdade que quando falamos inglês a vida fica mais fácil, mas não falar é de longe um impeditivo para realizar esse sonho. Ta faltando coragem? Então veja as nossas dicas e relaxa, porque no final tudo da certo e você ainda vai ter muitas histórias pra contar.

6 RAZÕES PARA VOCÊ VIAJAR O MUNDO MESMO SEM FALAR INGLÊS

  • O nosso poder de comunicação vai além da fala: existem muitas outras formas de se comunicar, com o olhar, uma expressão, um sorriso, gestos, mímica e desenhos. Só precisamos ser criativos.
  • Quem disse que o outro lado fala inglês: em uma longa viagem pelo mundo você vai esbarrar em muitas pessoas que também só falam a língua delas e vocês vão encontrar uma forma de se comunicar.
  • Existem mais pessoas dispostas a ajudar que prejudicar: o empenho pra se fazer entender acontece de ambos os lados.
  • Vivemos em um mundo tecnológico: se você viajar com um smartphone, na hora do desespero pode sempre recorrer a um tradutor.
  • Tudo vira uma grande aventura: numa longa viagem pelo mundo você não está correndo contra o tempo como nas férias, logo você tem tempo pra fazer tudo mesmo que as coisas se atrapalhem um pouquinho. Quando você não fala a língua atividades simples podem virar um desafio e uma grande aventura e passar por elas traz aprendizados e gera confiança.
  • Somos capazes de aprender rápido: você não fala inglês agora, mas se você viajasse o mundo por 1 ano, praticando todo dia, seu inglês poderia desenvolver muito rápido. A necessidade faz a gente aprender na marra.
FICA A DICA
Porque as crianças pequenas interagem em qualquer língua? Por que a fala não é um empecilho pra elas se comunicarem.
Sabe quem eu sempre vejo viajando por todos os cantos do mundo sem falar quase nada de inglês? Os franceses. Por que eles são cara de pau e sempre se viram.

7 DICAS PARA VOCÊ SE VIRAR SEM O INGLÊS:

  • Aprenda as principais palavras na língua de cada país que você visita: bom dia, obrigada, por favor, oi, tchau, sim, não. Isso demonstra simpatia e gera uma abertura na pessoa com quem você fala.
  • Seja criativo: sempre tem uma forma de se fazer entender.
  • Não tenha medo de pagar mico: não fique com vergonha de fazer o que for preciso para se comunicar. Imitar uma galinha, fazer um desenho horrível ou qualquer outra coisa. Melhor pagar mico do que não conseguir sair do lugar. Depois você vai dar boas risadas.
  • Use o guia a seu favor: os guias de viagem (livro ou e-book) geralmente colocam o nome dos lugares na escrita original, se precisar de ajuda aponte para alguém no guia e a pessoa vai entender o que você quer. O mesmo vale pra pedir comida em restaurante, nos guias sempre tem as palavras básicas de comida.
  • Escreva em um papelzinho: Se você deseja visitar um lugar por exemplo, peça pra alguém da sua hospedagem escrever em um papel na língua local. Se você se perder no caminho pode mostrar o papel pra alguém na rua e a pessoa vai tentar te ajudar com gestos, mímicas.
  • Use aplicativos de smartphone para traduzir: se você viaja com um (não foi o nosso caso).
  • Não fique estressado: algumas vezes você vai ser enrolado, outras você vai tentar e a comunicação não vai rolar e falhas na comunicação podem te fazer entender errado, mas fique tranquilo, faz parte da experiência e não é o fim do mundo. Vira mais uma história pra você contar.

4 DICAS PARA COMEÇAR A FALAR INGLÊS JÁ:

  • Comece um curso gratuito de inglês pela internet: veja algumas opções.
  • Pratique sempre que puder: tem amigos que falam inglês? peça pra eles praticarem com você. E durante a viagem, ao invés de se unir a outros brasileiros pra não ter que falar o inglês você deveria se unir com aqueles que não falam português. É isso que vai fazer você praticar e evoluir rápido.
  • Assista filmes com legenda em inglês: ouvir a pronúncia e ver a escrita ao mesmo tempo ajuda a aprender rápido.
  • Não tenha vergonha: a vergonha atrapalha qualquer um a desenvolver uma nova língua. Seja cara de pau, tente falar mesmo sem ter certeza se está certo. É errando que se aprende. Eu aprendo rápido porque eu sou super cara de pau.
Eu e meu marido falamos 4 línguas, mas na nossa viagem pelo mundo também tivemos que usar outras formas de comunicação pois o outro lado não falava nenhuma dessas línguas, que foi o caso na China, Japão e Vietnã. Por isso eu afirmo, falar inglês não é garantia que você vai se virar no mundo inteiro. Ser criativo e não ter vergonha ajuda muito mais na hora do sufoco.
HISTÓRIA 1: Durante um almoço na China, nós tivemos uma hora de conversa usando o tradutor do celular de uma chinesa que convidou a gente pra comer com eles, e ela não parava de rir. Ficamos com uma boa lembrança desse momento.
HISTÓRIA 2: Quando eu esqueci o meu tênis em um trem na China e só percebi isso 5 horas depois, eu usei a técnica do papelzinho, pedindo pra alguém escrever em chinês pra mim. Meu marido achou que eu jamais ia conseguir, mas após 3 horas de empenho, mímicas, olhares e desenho em papel, eu recuperei meu tênis. YES!
HISTÓRIA 3: Uma vez perdidos pra achar um lugar no Japão eu mostrei o nome do lugar em japonês que estava escrito no guia para o senhor da banca de jornal e ele desenhou o caminho pra gente em um papel. Funcionou perfeito.
Shiiii, tem várias histórias, mas esse post ia ficar muito longo. Só queria mostrar que falar inglês não é essencial. O mais relevante é querer viver essa incrível experiência de viajar o mundo por longo prazo. O resto a gente se vira e todas essas dificuldades que vivemos no caminho deixam a aventura mais interessante e trazem muitos aprendizados. No final, entendemos que somos capazes de fazer muito mais do que imaginamos.
Ainda ta com medo de viajar por causa do inglês? Diz aí o porquê.

domingo, 14 de agosto de 2016

Vistos

ESSA É A PARTE QUE MAIS INFERNIZA A VIDA DOS VIAJANTES. PESQUISAR SOBRE VISTOS É CHATO, TOMA TEMPO, MAS É NECESSÁRIO. O visto é importante, mas é preciso aprender a ser flexível com essa questão também.
Por uma questão de responsabilidade, não vamos informar aqui quais países demandam visto e o processo. Os processos estão sempre mudando e a gente não queria prejudicar ninguém por passar uma informação desatualizada. Mas vamos passar dicas maneiras para facilitar sua vida:
DICA MANEIRA #1: QUAL A MELHOR FORMA DE PESQUISAR SOBRE VISTOS?
DICA MANEIRA #2: COMO LIDAR COM VISTOS DURANTE A VIAGEM?
DICA MANEIRA #3: OUTRAS DICAS ESSENCIAIS
Por experiência própria, mesmo que você leia informações sobre vistos em blogs, sites de viagem, etc… No final o ideal é fazer por você mesmo, entrando em sites especializados ou da embaixada de cada país para se informar bem. Afinal as regras podem mudar e é melhor pesquisar onde a informação esteja sempre atualizada.
Mas não se preocupe, são poucos os países que possuem um processo de visto complicado, dependendo da nacionalidade claro. Para muitos países o visto pode ser feito facilmente na fronteira, no aeroporto ou em qualquer consulado em outros países com o simples pagamento da taxa.
CONHEÇA 3 PASSOS FUNDAMENTAIS NA PESQUISA DE VISTOS:
PASSO 1: PESQUISE SOBRE A NECESSIDADE DE VISTO OU NÃO PARA OS PAÍSES QUE PRETENDE VISITAR
Essa primeira pesquisa é mais superficial, apenas para saber se você precisa de visto ou não. Existem sites especializados, que geralmente são empresas que oferecem os serviços para tirar vistos. Eles não vão explicar sobre o processo para você fazer de forma independente, mas vão de cara te informar se precisa de visto ou não e esse é o nosso objetivo agora.
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Você também pode dar uma olhada na Wikipedia. Eles disponibilizam esse mapa sobre a necessidade de vistos para brasileiros.
Visa requirements for Brazilian citizens.png
“Visa requirements for Brazilian citizens” by Albatalad – Own work. Licensed under CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons.
Você também pode dar uma olhada na ferramenta Visa Mapper, mas ela é construída por viajantes e não contém informação oficial de consulados.
Preparamos uma lista completa com 78 países que não exigem vistos para Brasileiros, atualizada em 26.12.2014, pelo Portal consular.
Uma vez pesquisado, monte a sua lista dividida em 2: países que precisam de visto e países que não precisam de visto.
PASSO 2: PESQUISE MAIS A FUNDO SOBRE OS PAÍSES QUE EXIGEM VISTO
Para esses casos visite a página de cada embaixada ou qualquer outro site especializado para entender as características e processo de cada um e divida os países por nível de dificuldade:
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Pontos que você deve estar atento para registrar durante a sua pesquisa:
  • Validade do visto
  • Duração da permanência autorizada no país
  • Número de entradas permitida com o visto
  • Se é necessária a apresentação de uma prova de saída do país (bilhete de avião, ônibus ou trem)
  • Se é necessária a apresentação de algum certificado de vacina
PASSO 3: AVALIE COMO OS PAÍSES DE NÍVEL DIFÍCIL PODEM INTERFERIR NA SUA VIAGEM
Durante o planejamento da sua viagem você não precisa se preocupar com os países de nível FÁCIL e MÉDIO, pois você vai conseguir fazer sem problemas durante a viagem. Concentre suas energias agora nos países de nível DIFÍCIL.
Se você for realmente obrigado a fazer o visto antes de partir para a viagem, você precisa entender bem as questões de validade do visto para tomar decisões importantes:
  • Eu vou conseguir chegar nesse país dentro da validade do visto?
  • Eu quero bloquear a minha viagem por causa de uma exigência de visto?
  • Eu vou ter que alterar meu roteiro por causa desse país?
  • Realmente vale a pena alterar tudo por causa de um país?
FICA A DICA
A questão dos vistos é importante, mas não se estresse tanto com isso. Se você não conseguir visitar um país por causa de visto existem várias outras opções legais para visitar. Sua viagem não vai ser menos interessante por causa disso e você ainda tem uma vida inteira para voltar naquele lugar.

Ficou mais tranquilo?

Comece já a pesquisar sobre os vistos. No final você vai ver que é mais simples do que parece. Não deixe de ler os posts extras desse capítulo para entender mais sobre o tema. Continue lendo os próximos capítulos e vamos tirar todas as suas dúvidas.
Existe alguma dúvida que ainda não conseguimos responder? Tem alguma dica interessante sobre vistos? Então deixa um comentário lá no final da página pra gente e contribua para melhorarmos o conteúdo. A sua dúvida pode ser a dúvida de outros viajantes. Colabore!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Por que viajar o mundo









QUEM NUNCA SONHOU EM VIAJAR O MUNDO? MAS QUANTAS JÁ REALIZARAM ESTE SONHO? Depois de ter vivido essa incrível experiência nem consigo imaginar como seria a minha vida sem ela. Foi a melhor coisa que eu fiz e provavelmente você vai pensar o mesmo se você tentar.
Eu ouço inúmeras desculpas e paradigmas que impedem as pessoas de viver o sonho de viajar pelo mundo. Mas eu tenho 8 ótimos argumentos para abrir os seus olhos. Se você nunca pensou nessa possibilidade, talvez você comece a pensar depois de ler isso:
1- PORQUE A VIDA É UMA SÓ E VIAJAR O MUNDO É MUITO EXCITANTE: todos nós queremos chegar na nossa velhice, olhar pra trás e pensar: a minha vida foi demais! Queremos uma vida excitante e com histórias para contar. A vida é uma só e se arrepender no final dela por não ter tentado é o pior que pode acontecer. Se você sempre sonhou em viajar o mundo não espere mais.
2- PORQUE VIAJAR O MUNDO PODE SER MAIS BARATO DO QUE FICAR EM CASA PAGANDO CONTAS: é isso mesmo! Ao contrário do que todos pensam não é preciso ser milionário para viajar o mundo. Em países baratos o custo médio de um viajante de longo prazo gira em torno de 700 dólares por mês. Agora faça as suas contas, você acha que consegue viver com menos que isso pagando as contas em casa? Não valeria investir esse dinheiro para viver uma aventura única pelo mundo? Não acredita, então veja as contas que fizemos pra te mostrar.
3- PORQUE VOCÊ TEM SIM TEMPO PARA VIVER ESSA EXPERIÊNCIA: a expectativa média de vida em países desenvolvidos varia de 70 a 80 anos de vida. Agora pense, o que são 1, 2 ou 3 anos da sua vida vivendo uma aventura incrível? Talvez 3% da sua vida! Ou seja, quase nada! O que você está esperando?
4- PORQUE O MEDO JAMAIS DEVE IMPEDIR VOCÊ DE VIVER SEUS SONHOS: o medo é o que mais segura as pessoas para viver o que realmente querem na vida e quando se trata de largar tudo para viajar o mundo ele é o maior inimigo. Eu também tive medos, mas posso garantir que depois de viver essa aventura você vai entender que não faz o menor sentido. Tudo é muito mais fácil do que a gente imagina.



 

5- PORQUE VOCÊ VAI TER A CHANCE DE APRENDER MAIS QUE EM UMA VIDA INTEIRA: sair da sua bolha para experimentar o mundo vai fazer você viver experiências incríveis e ver a vida de uma forma completamente diferente. Viajar por longo prazo é como viver 10 vidas em uma. Faz você refletir, repensar, reaprender e descobrir coisas que você nunca teria a chance em uma vida parado no mesmo lugar. Quais outras experiências na vida vão te oferecer essa oportunidade única? Não deixe de ler o nosso Manifesto.
6- PORQUE NUNCA É TARDE PARA VIVER UM SONHO: não existe idade certa para viver seus sonhos e nunca é tarde para fazer acontecer. Se você já passou dos 30, 40, 50 e acha que é muito tarde para viajar o mundo você está completamente enganado. Essa experiência pode ser incrível em qualquer momento da vida. Você não será o primeiro e nem o único.
7- PORQUE SIMPLESMENTE É UMA DAS MELHORES COISAS A SE FAZER NA VIDA: imagina sair do seu cubículo do trabalho onde você passa 10 horas por dia para desfrutar as melhores praias, conhecer os lugares mais incríveis, interagir com as diferentes culturas, experimentar culinárias excêntricas, conhecer pessoas inesquecíveis, passar meses sem despertador, não saber mais qual é o dia da semana, poder decidir onde você quer estar na hora que você quiser… Se sentir completamente livre como você nunca se sentiu antes! Precisa dizer mais o porquê essa vai ser uma das melhores coisas a se fazer na sua vida?
8- PORQUE VOLTAR DESSA EXPERIÊNCIA PODE SER MUITO MELHOR DO QUE VOCÊ IMAGINA: muitas pessoas deixam de viver esse sonho com medo da incerteza da volta. Fique tranquilo, você provavelmente vai voltar se sentindo uma pessoa melhor e mais consciente do que você quer. A sua carreira não será destruída. Depois de meses entrevistando viajantes de longo prazo, todos que voltaram para o mercado de trabalho se dizem profissionais melhores e mais auto confiantes. E quase todos voltaram em posições melhores em suas carreiras. E para quem decidiu mudar de ramo completamente, se sentem extremamente felizes. Viva o momento e não se preocupe com a volta, um novo mundo de oportunidades estará aguardando por você.
Precisamos parar de encontrar desculpas para não realizar nossos sonhos. O mais difícil é decidir. Depois que você colocar na sua cabeça “vou fazer”, tudo fica mais fácil.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Como viajar o mundo com 2 passaportes (dupla cidadania)

 
SE VOCÊ TEM DUPLA CIDADANIA SAIBA QUE É POSSÍVEL VIAJAR COM OS DOIS PASSAPORTES, USANDO CADA VEZ O QUE FOR MAIS CONVENIENTE. Eu viajei 2 anos pelo mundo com dois passaportes, o brasileiro e o português, e isso com certeza facilitou muito a viagem na parte de vistos. Então eu tô esperta nesse assunto e vou te ensinar nesse post como administrar uma viagem usando 2 passaportes.
Primeiro, vale ressaltar que não é ilegal viajar com dois passaportes. A dupla nacionalidade é legal e é muito comum encontrar brasileiros nessa situação devido à imigração européia na nossa história. Porém, se você viaja com dois passaportes é importante saber como usar os passaportes nas entradas e saídas dos países e controles de imigração para evitar problemas.
Apesar do passaporte europeu ser vantajoso em muitas situações, nem sempre ele é a melhor solução. Em alguns casos o brasileiro pode valer mais à pena. Então, o primeiro passo é avaliar quando um passaporte é mais prático que o o outro.

PONTOS QUE PESAM NA HORA DE ESCOLHER QUAL PASSAPORTE USAR:

  • Qual deles não vai exigir nenhum processo de visto. Por ex: com o passaporte português eu não preciso aplicar para o visto americano, basta fazer um procedimento de autorização online.
  • Qual deles permite maior duração com o visto de turista. Por ex: na Tailândia, quando você cruza a fronteira por terra, o passaporte brasileiro é concedido com 90 dias de duração e o passaporte europeu apenas com 15 dias de duração. Nesse caso, vale mais a pena o brasileiro.
  • Qual deles tem taxa de visto mais em conta. Por ex: em muitos países é cobrada uma taxa de visto na entrada do país, podendo variar conforme o passaporte. Foi o que aconteceu na Jordânia, onde a taxa de visto para o passaporte português era 10 dólares mais barata que para o brasileiro.

COMO PROCEDER NO CHECK-IN DO AEROPORTO?

Vale ressaltar que o processo de check-in do voo no aeroporto não está diretamente relacionado ao processo de imigração e por isso em uma mesma viagem você poderá/deverá usar passaportes diferentes em cada uma dessas etapas. Por isso, fique atento às orientações que seguem.
  • Para realizar o check-in você deve mostrar o passaporte que definiu para dar entrada no país de destino do seu vôo, independente dele ser da sua nacionalidade original ou não. Pois é esse passaporte que permite a sua entrada com o visto.
  • Se você mostrar o passaporte da sua nacionalidade original (ex: brasileiro) e ele não permitir o visto você não vai conseguir embarcar.
  • Nesse momento você não precisa mencionar a dupla nacionalidade, pois isso não interessa a ninguém. Mas se a pessoa do check-in perguntar você também não precisa ter receio em dizer, afinal, não é ilegal.

COMO PROCEDER NA IMIGRAÇÃO?

Saindo e entrando no Brasil
  • Você deve sempre mostrar o passaporte brasileiro quando sai e entra no Brasil, mesmo que tenha mostrado um outro passaporte na hora do check-in. Pois esse processo está apenas registrando a sua saída e entrada no país e não tem nenhuma relação com o seu vôo e seu destino. No site do consulado Brasileiro tem a seguinte informação:
  • “Todo brasileiro é obrigado a entrar e a sair do Brasil com passaporte brasileiro. Os brasileiros nascidos no exterior e maiores de 21 anos que não tenham feito o registro de seu nascimento nas repartições consulares brasileiras deverão viajar ao Brasil com seu passaporte estrangeiro, para, no Brasil, regularizar a questão da sua cidadania e solicitar o passaporte brasileiro.”
  • Se você sair do Brasil com o passaporte brasileiro e por falta de atenção entrar com o seu outro passaporte não vai ser bom. Pois ficará registrado como se você, brasileiro, nunca tivesse retornado ao território. E depois ainda vai ter problemas com o outro passaporte, pois você vai registrar a entrada com o passaporte europeu (pus ema, como turista) sem nunca dar saída, deixando esse passaporte europeu em situação ilegal.
  • Porém, se você perder seu passaporte brasileiro e decidir entrar no país com seu outro passaporte, nesse caso, basta mostrar juntamente com um documento de identidade nacional, explicando a situação.
Saindo e entrando em qualquer outro país
  • Na hora da entrada você deve sempre mostrar o mesmo passaporte que foi mostrado na hora de fazer o seu check-in. Afinal, é esse o passaporte mais vantajoso a usar naquele país.
  • Na hora da saída, você também deve mostrar o mesmo passaporte que foi mostrado na entrada (onde está os eu carimbo de entrada no país). Se usar o outro passaporte vai ter problemas, pois a entrada dele nunca foi registrada no sistema de imigração daquele país e ele também não tem o carimbo de entrada. Nada que não seja resolvido com uma conversa explicando a sua falta de atenção pela dupla nacionalidade, mas é sempre melhor evitar maiores questionamentos. Então, vale ficar atento.
E quando você quer mudar o seu passaporte de um país para o outro no meio da viagem?
  • Não tem problema usar passaportes diferentes em cada país. Ex: Entra na Europa com o passaporte europeu. Na hora de sair mostra o passaporte europeu e quando chegar no outro país de destino mostra o passaporte brasileiro.
  • É preciso apenas ficar atento quando for cruzar uma fronteira por terra. É comum, quando cruzamos por terra, que o agente da imigração procure o carimbo de saída do país vizinho que você está cruzando antes de conceder o carimbo de entrada naquele país. Essa é apenas uma precaução para saber se você estava legal naquele país. Nesse caso, se você quiser mudar de passaporte você vai ter que mostrar o passaporte que tinha o carimbo de entrada e saída do país vizinho que você estava e mostrar o seu outro passaporte que deseja usar para ingressar naquele país. Ás vezes pode acontecer do agente não permitir usar passaportes diferentes, como aconteceu comigo na Colômbia. Eu queria mudar de passaporte pois o meu europeu estava ficando sem espaço, mas a agente só queria carimbar no mesmo passaporte que foi carimbada a minha entrada e saída do Equador, e assim fizemos. Quando chegou no Panamá eles autorizaram usar outro passaporte.

domingo, 31 de julho de 2016

Viajantes: Bruno e Teresa, um encontro em uma viagem de 2 anos pelo mundo

ENTREVISTAR ELES FOI UMA DELÍCIA E EU NÃO PARAVA DE SORRIR. A história do Bruno e da Teresa prova que nem sempre é preciso ter planejamento, que todo plano pode ser mudado, que o incerto pode nos trazer supressas maravilhosas (como um grande amor) e inesperadas e que é sempre possível viajar mais barato.

15 DIAS PARA O MUNDO

Aos 28 anos Bruno era farmacêutico, tinha uma vida tranquila, mas a sua empresa informou que ia fechar e com isso ele ganharia a grana do acerto de contas. O que ele pensou? Bom, muita gente pensaria em trocar de carro, usar na entrada para comprar uma casa, fazer uma viagem cara de férias. Mas ele não, nem teve dúvidas. Já tinha conhecido outros viajantes e saiu decidido: “com essa grana eu viajo um bom tempo”. E assim foi, após 15 dias, lá estava ele pegando seu primeiro voo, em direção a Madrid. Saiu sem lenço, sem documento, sem muito planejamento e sem data pra voltar.
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Ele passou 1 ano viajando pela Europa e Oriente Médio e visitou cerca de 11 países. O que é bem legal de observar nesse primeiro ano de viagem do Bruno é que todo viajante aprende com o tempo que é possível viajar mais barato. Ficamos mais experientes, mais confiantes e com menos medos e percebemos que ao viajar barato conseguimos prolongar mais a viagem. O quadro abaixo mostra a diferença de gasto média-dia do Bruno em 1 ano de viagem e é incrível como ele reduziu consideravelmente seus custos. No início ele ficava sempre em hostels, comia em restaurantes e pegava transporte comum e depois aprendeu que experiências como fazer o couchsurfing e pegar carona não só traziam mais aventura pra viagem como eram mais econômicas. Viu, é sempre possível viajar mais barato do que pensamos. Pra quem ainda não acredita, aí está mais uma prova viva.
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QUANDO O DESTINO MUDOU TUDO

Aos 9 meses de viagem desse primeiro ano, quando o Bruno teve que voltar para Portugal por apenas uma noite pra pegar uns documentos, ele conheceu a Teresa, que aceitou o pedido dele no couchsurfing para passar aquela noite. Uma noite de bate papo apenas, mas que marcou. Uma noite que mudaria o destino de suas vidas mais pra frente. Bruno seguiu viagem para o norte da Europa, mas por dois meses o bate papo entre eles continuava pela internet e as lembranças nos pensamentos. Quando ele estava prestes a ir pra Rússia, seu instinto bateu mais forte e o avião que ele pegou partiu na verdade pra Portugal, ao reencontro com a Teresa.

A CRIATIVIDADE QUE AJUDOU A MUDAR O RUMO DA AVENTURA

Agora que eles tinham se encontrado queriam muito continuar viajando juntos. Mas o Bruno já não tinha mais grana e a Teresa, de apenas 21 anos e estudante de farmácia, não tinha grana nenhuma. Mas foi aí que ela veio com a solução: “a gente pode tocar música pelo caminho e fazer dinheiro pra viajar”. Ele pensou: “vc ta louca! isso não funciona.”. Ela confirmou: “funciona sim. Meus pais já fizeram.” Rapaz convencido! Afinal, porque um viajante sem lenço e nem documento recusaria a proposta de viver uma aventura tão gostosa como essa?
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Eles partiram para ma viagem teste de 5 dias por Portugal. Sairam de carona, ela com o violino e ele com o violão, tocando em praças pelo caminho. O primeiro teste foi um fracasso e eles ganhavam cerca de 4 euros em uma hora. Ficaram super decepcionados, pois com aquela grana não iam conseguir viajar muito longe. Mas quem quer realmente realizar um sonho, não desiste muito fácil e quando tudo parecia perdido, o Bruno veio com a idéia de fazer um cartaz com o mapa do mundo mostrando o que ele já tinha viajado e o que eles queriam viajar juntos, mostrando que as pessoas podiam colaborar com o projeto deles. Golpe de mestre desse Bruno. Eles começaram a arrecadar em média 70 euros por hora e az vezes chegavam a 200 euros em 1 hora. Ficaram super felizes. “Agora vai dar certo. Vamos nessa. Uhuuuu.”
E assim eles partiram, unidos pelo amor e pela música, em uma super aventura, acampando pelo caminho e tentando viajar o mais barato possível. Sairam de Portugal, cruzando a Europa, até chegar na Rússia de carona. Pegaram o trem Transiberiano, chegando em Vladivostok. Visitaram o Japão, Coréia do Sul, China, cruzando o Sudeste Asiático de Bicicleta. Mais uma aventura que não estava prevista e que trouxe bons momentos para a viagem. E depois cruzaram para o Nepal e Índia, completando 13 meses de viagem.
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VIAJAR O MUNDO PODE SER AINDA BEM MAIS BARATO

Nesses 13 meses de viagem juntos, eles gastaram 5 mil euros para os dois (R$ 15.400), tudo pago com o dinheiro arrecadado da música. Isso significa uma média-dia de 6,32 euros por pessoa (R$ 19,49 por pessoa). Ou seja, um gasto mensal de R$ 592,69 por pessoa. Quanto você gasta pagando as contas aqui no Brasil, parado no mesmo lugar, estressado, trabalhando muito e sem tempo pra você? Vai refletindo, vai refletindo.
Na entrevista o Bruno soltou uma frase perfeita pra quem acha que não tem dinheiro para viajar:
“Se você não tem dinheiro, o mais importante para viajar é a criatividade.”
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OS APRENDIZADOS DA EXPERIÊNCIA

Para eles viajar barato traz muito mais desafios para a viagem, nos possibilita ter um contato muito maior com os locais e esses dois fatores deixam a viagem muito mais interessante. Viver tudo isso transformou suas vidas e trouxe muitos aprendizados:
  • Aprenderam a ver o mundo de uma outra forma
  • Aprenderam a encarar o dia-a-dia de forma mais leve
  • Ele aprendeu a ser mais seguro e auto-confiante no trabalho
  • Aprenderam a lidar mais com pessoas diferentes
  • Entenderam que o futuro é uma caixa de surpresas, por mais planos que a gente faça
  • Entenderam que a gente precisa de muito menos pra viver e que isso deixa a vida mais fácil

VOCÊ PODE VOLTAR UM PROFISSIONAL AINDA MELHOR

Quando o Bruno retornou da viagem ele voltou a fazer o mesmo que antes, pois ele adorava o que fazia e inclusive sentia falta de trabalhar as vezes durante a viagem. Mas a sua carreira deu um avanço inesperado e ele acabou voltando 2 posições acima da que ele tinha antes.
Essa é uma prova de que viajar o mundo não acaba com a carreira de ninguém. Viajar o mundo não vai deixar um profissional pior, muito pelo contrário, só tende a melhorar o profissional. Quando vivemos uma experiência como essa aprendemos outros pontos de vistas, abrimos nossa mente e temos a oportunidade de nos autoconhecer muito melhor. Isso não só reflete no nosso lado pessoal mas também no lado profissional.

A DICA DELES PRA QUEM TEM MEDO DE REALIZAR ESSE SONHO.

“O mais difícil é sair de casa. Tomar a decisão e colocar o sonho em prática. O resto vem sozinho. É fantástico.”
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Bruno e Teresa são cidadãos normais como todos nós. Estudavam, trabalhavam e tinham suas vidas parados em um mesmo lugar. Mas a decisão do Bruno de partir fez com que o destino cruzasse seus caminhos e mudasse o rumo de suas vidas. Quando encontramos os dois a Teresa estava no Brasil de visita, pois ainda tinha que terminar seus estudos em Portugal. Mas o amor pela música e pela viagem que os uniu continua firme e forte e agora eles fazem planos de como vão fazer pra ficar definitivamente juntos. Essa foto abaixo resume tudo dessa incrível aventura que eles vão poder contar para os netinhos.
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Dados da viagem

2 anos pelo mundo
1 grande amor
Muitas músicas tocadas
1 aventura de bicicleta


QUER SABER MAIS SOBRE SUAS HISTÓRIAS?
Créditos das fotos: Bruno e Teresa

quarta-feira, 27 de julho de 2016

ESSA ENTREVISTA FOI UM REENCONTRO, 6 ANOS MAIS TARDE. Foi muito engraçado poder entrevistar eles, pois nós os conhecemos em 2008, na festa de uma amiga, quando eles tinham acabado de voltar da viagem e a gente ainda nem pensava em fazer a nossa volta ao mundo. Mas eu lembro como fiquei impressionada com a história deles e passamos a festa toda conversando e fazendo mil perguntas. Eu não me via fazendo uma viagem de barco, mas achava a idéia de viajar por longo prazo sensacional, ainda mais com os filhos, e aquela conversa nunca saiu da minha cabeça. Agora fico feliz em compartilhar a história deles na ViraVolta.

O MAIS DIFÍCIL É DECIDIR

Foi o Rodrigo quem começou com esse sonho de viajar de barco, mas quando ele falou da idéia pra Márcia ela não topou muito, pois ela queria que aquele sonho fosse dela também. Pra se animar, ela começou a investigar mais sobre o assunto. Porém a vida vai levando a gente. Os planos sempre eram postergados e o medo os prendiam à zona de conforto. Os dois viviam momentos importantes em suas carreiras, como executivos em multinacionais, e já estavam há alguns anos como expatriados.
Até o dia em que veio uma nova proposta de expatriação, que não agradava muito ao casal. E foi bem nesse momento em que a Márcia se viu fazendo parte do sonho. Depois de muito pesquisar, ela ficou interessada em poder educar os filhos no barco, uma opção que traria uma experiência incrível e os aproximaria muito. E foi aí que a Márcia, que antes não curtia a idéia, passou a virar a maior defensora da causa, tentando convencer o Rodrigo de que aquele era o momento certo pra fazer. Ou eles faziam naquela hora ou nunca ia acontecer. E foi assim, 10 anos depois do Rodrigo ter compartilhado com ela o seu sonho, que a decisão saiu. Ele com 38 e ela com 36, criaram a coragem pra viver a aventura e se apoiaram pra realizar o sonho, levando com eles os dois filhos, Nícolas (de seis anos) e Rafael (de dois anos).
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O DESAFIO

Após a decisão veio um novo desafio, o de conseguir realizar a aventura em um barco. Um veleiro querido, que passou a fazer parte da família, chamado Cavalo Marinho. Os dois tinham feito cursos de navegação, mas jamais tinham navegado longas distâncias. Eles contaram que na primeira noite de navegação, saindo do porto de Paraty, no Rio, pegaram a maior tempestade e o barco quase virou. No dia seguinte eles estavam super estressados e se sentiam inseguros pra continuar, fazendo com que eles quase desistissem do plano. Uma decisão que mudaria tudo. E foi então que eles conheceram um navegador experiente, que se propôs a navegar com eles por uns dias até que eles pegassem mais experiência. Decisão acertada. Pois tudo na vida é uma questão de prática e o Rodrigo já se sentia seguro pra dar até a volta ao mundo de barco.
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O PLANO

Eles saíram sem um plano definido. Nas contas deles, eles tinham dinheiro pra viajar por 1 ano e decidiriam seguir viagem até onde o dinheiro desse. Mas quando eles chegaram no norte do Brasil, perceberam que os gastos eram muito menores do que eles tinham previsto. Eles gastavam cerca de US$ 1 mil por mês, incluindo todos os gastos pra família toda, e quando fizeram a avaliação financeira perceberam que poderiam viajar por muito mais tempo. E assim a viagem foi pra dois anos, três anos, fazendo com que eles viajassem pela costa até o norte da América do Sul, depois América Central e Caribe.
Com três anos e meio eles tiveram que retornar ao Brasil, pois a mãe da Márcia estava doente e precisava de sua ajuda. Mas afirmam que, se não fosse por esse imprevisto, teriam viajado por muito mais tempo e talvez até feito a volta ao mundo. Os custos que eles tinham no barco eram infinitamente menores do que os custos em terra e eles poderiam viver daquela forma por muitos anos. Um estilo de vida que eles estavam completamente apaixonados. Eles afirmam que apenas 5% do tempo representa navegação e que o restante do tempo eles estavam atracados em algum lugar, curtindo a vida.
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O CONTATO E A EDUCAÇÃO DOS FILHOS

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Pra eles, ter tanto tempo pra passar com os filhos, conversar e contar histórias criou um vínculo muito maior entre eles e momentos incríveis. A Márcia optou por fazer uma educação a distância, chamada de “homeschooling”. Esse é um conceito já conhecido em vários lugares do mundo, onde os pais optam por educar seus filhos em casa e não em uma escola. Já que eles estariam no barco, essa era uma opção perfeita. Mas como o conceito ainda não era muito disseminado no Brasil, ela escolheu uma empresa internacional, a Calvert School, que mandava os materiais e orientações na educação. Durante a semana, ela passava três horas por dia com o filho mais velho, de seis anos, que já estava no período de alfabetização, e apenas 30 minutos com o filho mais novo, de dois anos, que fazia apenas atividades mais lúdicas. Pra eles, esse forte contato com os filhos não tem preço e é algo que eles jamais conseguiriam implementar na rotina louca que eles tinham antes da viagem. Ter vivido essa aventura foi uma oportunidade única de criar um vínculo ainda mais forte em família.

OS APRENDIZADOS DA EXPERIÊNCIA

Certamente passar tanto tempo em família em um espaço pequeno foi um grande desafio, além de todos os novos desafios encontrados pela realidade de se viver em um barco, que era um ambiente completamente novo. Eles acreditam que é impossível não se transformar depois de fazer uma longa viagem, pois as experiências vividas em uma aventura como essa mexem muito com a nossa cabeça.
Viver tudo isso transformou suas vidas e trouxe muitos aprendizados:
  • O questionamento de valores e estilo de vida
  • Aprender a ter mais tolerância e a respeitar o espaço e os limites do outro
  • Aprender a relevar mais e enxergar que pra tudo tem um lado bom
  • Entender que tudo pode ser realizado e tudo é possível
  • Enxergar que a vida pode ser mais simples
  • Compreender que o dinheiro não é o mais importante pra felicidade
  • Mudar a relação com o consumo, ele pode existir, mas deve ser mais leve e equilibrado
  • Entender que não é preciso ter medo e ganhar mais auto confiança
  • Não importa o que os outros pensam, é melhor fazer o que nos faz feliz
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A VOLTA E A CARREIRA

A Márcia e o Rodrigo são um grande exemplo de que viajar por longo prazo não acaba com a sua carreira. Eles ficaram 4 anos fora do mercado e voltaram da viagem com mais de 40, mas a experiência ampliou a visão e os transformaram em profissionais mais seguros.
Quando o Rodrigo voltou ele ficou um pouco receoso do como o mercado de trabalho enxergaria a sua experiência. 9 de 10 pessoas do mercado viram a viagem como uma coisa super positiva e de destaque, que o diferenciava de outros profissionais. Ele comenta no vídeo: “a viagem é muito maior do que um MBA, maior do que qualquer coisa que você possa estudar em qualquer lugar do mundo”. E eu entendo bem o que ele quer dizer com isso. Viajar por longo prazo ensina coisas que nenhum estudo vai te ensinar, principalmente porque ensina na prática e muitas vezes sem opções de teoria. Você está lá, de cara com um problema ou desafio, e tem que resolver, querendo ou não, tendo conhecimento ou não. E isso desenvolve habilidades incríveis na gente.
Os dois tiveram ótimas recolocações no mercado, estão felizes com suas carreiras e estão curtindo também a opção de estar em terra, parados em um mesmo lugar, que também tem seus pontos positivos. Mas a vontade de se jogar outra vez ainda existe e, pra eles, vai acontecer outra vez no futuro.

A DICA DELES PRA QUEM TEM MEDO DE REALIZAR ESSE SONHO.

O medo se deve ao desconhecimento. O Rodrigo tem um perfil bem conservador e pouco ousado e quando ele sonhava em fazer isso ele acreditava que nunca seria capaz de realizar. Ele diz que ele é a maior prova de qualquer um poderia fazer isso: “Se eu fiz qualquer um faz”. Planeja e faz acontecer que é possível. Perseverança é o que faz a diferença.

A Márcia e o Rodrigo são mais um exemplo, de uma família padrão da sociedade, que focava em suas carreiras, mas que acreditou e decidiu viver um sonho e viram suas vidas transformadas de uma forma positiva por essa experiência, inclusive em suas carreiras.

Dados da viagem

3 anos e meio no mar
Muitas aventuras
Família mais unida


SAIBA MAIS SOBRE SUAS HISTÓRIAS:
Créditos das fotos: Márcia e Rodrigo